se nas mãos encontrássemos os elos
por que tecemos os dias
e com elas revelássemos o Sol
que em nós fez crescer as manhãs
pedir-te-ia um ocaso suspenso entre os dedos
para que nesse instante figurasse o tempo
mediador de vozes e silêncios concretos
agora, desta janela reescrevemos as casas
os sóis de um só fruto de silêncio ainda por dizer
Gisela Ramos Rosa
[Maio de 2009]
in: sulscrito 3, Junho 2010