Mostrar mensagens com a etiqueta EDUARDO MONTEPUEZ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EDUARDO MONTEPUEZ. Mostrar todas as mensagens

06 maio 2012

O MURRO



Dou um murro na mesa pela falta das palavras
as folhas de papel voam assustadas
sem a poesia o mundo morre-me nos dedos
da mão fechada que esbarra no silencio
e na dor da ausência.
Dou um murro no tempo dos nadas
para chegar à melodia da palavra
que no ventre do pensamento
anda de mão dada com a solidão.
A palavra espera por um sinal
pelo gesto que acontece.
O murro é a força motriz
do parto no poema que nasce.

Eduardo Montepuez