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27 janeiro 2013

QUANDO TU NÃO ESTÁS



 

Quando aqui não estás 
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar 
continua fechada só nos sonhos

me ergo 
abro-a 
deixo a frescura e a força da manhã 
escorrerem pelos dedos prisioneiros 
da tristeza

acordo 
para a cegante claridade das ondas 
um rosto desenvolve-se nítido 
além 
rasando o sal da imensa ausência 
uma voz

quero morrer 
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado 
perscruta esse coração
esse 
solitário caçador 

al Berto