dobrar na boca o frio da espora
calcar o passo sobre lume
abrir o pão a golpes de machado
soltar pelo flanco os cavalos do espanto
fazer do corpo um barco e navegar a pedra
regressar devagar ao corpo morno
beber um outro vinho pisado por um astro
possuir o fogo ruivo sob a própria casa
numa chama de flechas ao redor.
Joaquim Pessoa