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08 fevereiro 2014

COM JOB, SOB O CÉU DE CALAR ALTO



imagem da net

Como um Deus incompreensível
confundido pela própria argumentação
perguntando: «onde é que eu ia?»

Como uma pergunta 
a que só é possível responder
com novas perguntas.

Como vozes ao longe discutindo:
«alguma vez deste ordens à manhã,
ou indicaste à aurora o seu lugar?»

Como um filme
em que tudo acontecesse
na escuridão do espectador.

Como o clarão da noite única
e vazia abraçando pela cintura
a jovem luz do dia.

Manuel António de Pina







20 outubro 2012

AMOR COMO EM CASA





AMOR COMO EM CASA

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

MANUEL ANTÓNIO PINA

In:  "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. 
Calma é Apenas um Pouco Tarde"





- gestos que falam -
os Homens Grandes não morrem