II Olhou o pão na mesa e deixou cair as mãos como sementes para que tudo crescesse a partir do chão olhou o mar e viu as lágrimas das trevas iluminadas pelo firmamento depois sentiu que se fechasse os olhos por um pequeno instante tudo voltaria ao caos as mães têm as mãos grandes
[das clareiras dos bosques pag. 73]
VIII O poeta sabe como Deus transbordou do escuro e nasceu de uma nuvem de solidão e exílio [como respirou e dormiu e estendeu os braços ao longo dos rios] com árvores e ombros e mãos para lavrar o azul partiu-se em mil bocados. que neles ninguém se fira
[das sombras dos bosques pag. 63] Maria Azenha