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05 maio 2014

A MANHÃ





a manhã estática parada 
entre o Tejo azul e a torre branca
que branca e barroca sobe das águas

manhã acesa de silêncio e de louvor
na breve primavera violenta

assim a minha vida era calma
de repente se tornou ânsia e saudade
mas a brisa da varanda é doce e suave
um pássaro canta porque alguém regou

de: Sophia de Mello Breyner