02 fevereiro 2013

NA PAREDE DA SALA...





na parede da sala o luar faz descer a sua pequena música
em sereias e medusas no anel brando da noite.
é então que estremece, cintilante na areia, a praia nua
em seus cavalos brancos de sombras e de espuma.
 
e unindo uma a uma suas crinas de brancura
onde pousam abelhas de prodígio por detrás das dunas
o vento e o mar em vultos me procuram, não se cruzam.
no centro permanecem sem imagem nem colunas.
 
e espelhos de silêncio e ausência me recusam
e muros de navios me reflectem e ressoam
na sala atravessada por um fio a prumo
que corre eternamente para o fim do mundo

Maria Azenha
[V - das clareiras dos bosques






10 comentários:

  1. Corrida inevitável que pode ser prazerosa até. Depende de cada um.
    Um grande bj

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  2. Na verdade

    o vento e o mar nunca se cruzam
    Afloram-se

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  3. E no fim do mundo há sempre um poema...

    Beijo, boa semana

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  4. Ao sabor do vento e no encanto do mar. Maravilhoso poema que adorei. Beijos com carinho

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  5. Minha querida

    Como sempre as tuas escolhas são muito belas e este poema é prova disso.
    Conheço a poetisa de nome, mas adorei.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  6. Gosto da poesia da Maria Azenha e este poema é excelente.
    Fizeste uma boa escolha, portanto.
    Um beijo, querida amiga.

    PS: devias ter menos posts por página, já que leva tempo de mais a abrir o teu blogue... os vídeos na barra lateral também complicam muito... eu agradeço, se o fizeres...

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    Respostas
    1. ;))...
      ficou melhor assim?! :)

      um beijo, Barcelli!

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  7. Querida amiga

    E quantas vezes
    na parede da sala,
    ao som de uma canção,
    viajamos em um trem imaginário,
    rumo as estações
    da nossa vida.
    Lugares carregados de lembranças,
    de pessoas,
    lugares,
    e felicidades simples...

    Que em teu coração,
    a alegria faça morada...

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  8. Belíssimos poemas que me "prendem" e deliciam.

    Bj!

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