20 julho 2014

AS ROSAS




Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Sophia de Mello e Breyner
em: O Dia do Mar [1947]






2 comentários:

  1. Minha querida

    Um dos mais belos poemas de Sophia. Adoro.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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